domingo, 12 de abril de 2020

Mulher do lar

Eu sou uma mulher madura, casada, que adora ficar em casa com meus livros e “discos” (na prática é o spotify, mas que não tem a poética da referência musical).

Nos meus áureos tempos da juventude era um espetáculo. Ainda sou muito atraente, mas tenho fadiga de executar todo o ritual de performamento da feminilidade... Cabelo, maquiagem, saltos... Já passei da idade de me sentir desconfortável para agradar olhares alheios. A hora que me sinto mais bonita é logo após o banho, nua na frente do espelho, com cabelos molhados, exalando o perfume apenas do sabonete e shampoo. Claro que não tenho mais a firmeza na pele que tem as mocinhas de vinte, mas as atividades físicas ainda mantêm meus músculos firmes, sem hipertrofia, mas mantendo o meu corpo bem delineado.

Nunca precisei ir atrás de homem. Se queria estar namorando, sempre tinha com quem. Se queria curtir, sempre tinha condições de variar o “cardápio”. Aliás... essa variação de cardápio sempre foi o motivo do fim de todos os namoros da minha vida... sempre traí. E quando via a desconfiança crescer, já terminava antes de ser descoberta, ou antes que o ciúme alheio se tornasse obsessivo. Mas nunca fui de procurar, tentar conquistar, fazer joguinhos e criar estratégias de sedução. Só selecionava dentre os candidatos e admiradores aquele que mais me apetecia, seja para uma rapidinha no banheiro, seja para um namoro.

Conheci meu marido em situação idêntica, no caso uma rapidinha no carro no estacionamento da boate. Mas ele foi um dos poucos que depois desse encontro fortuito me chamou para um jantar em um restaurante chique. Isso já o fez se sobressair dos outros. Os que me chamavam para restaurantes só transavam depois, aqueles cujos encontros eram tórridos logo nas primeiras horas, ou sumiam, ou tentavam repetir o mesmo esquema.

Nunca me importei com a opinião deles... se sumiam, ok. Tem outros. Se tentavam namorar, ok cabia a mim decidir se gostaria ou não de uma rotina de casal com tal pessoa. Se gostava do sexo e me dava vontade de repetir o mesmo esquema, repetia. Se não, não.

Nunca gostei de complicações. E foi nisso que meu marido foi me ganhando... Nunca tentou me censurar em nada, nenhuma história que tinha algum ex meu como personagem o incomodava ou deixava inseguro. Nunca comentou qualquer roupa minha a não ser para elogiar. Nunca tentou monitorar meus passos, corrigir ou criticar nenhum dos meus comportamentos, públicos ou privados. Parecia que enfim eu tinha encontrado uma pessoa que realmente me achava perfeita. Eu retribuía da mesma forma... eu o aceitava e admirava tal como era.

Ele eu fiz um grande esforço para não trair. Tive diversas oportunidades, mas deixei passar. Embora nunca houvéssemos conversado sobre fidelidade, possibilidade de relacionamento aberto ou não... Até que a Mara entrou nas nossas vidas.

Mara era 15 anos mais jovem que eu e ele. Liiiinda! Uma parte narcisista minha se via nela na mesma idade. Conhecemos por acaso em uma festa em que ela havia se perdido das amigas e nós demos uma carona para ela. Nos adicionamos nas redes sociais e a partir daí a amizade foi crescendo e eventualmente saíamos os 3 ou com mais pessoas.

Até então eu nunca tinha sentido atração por outra mulher, mas a Mara era fantástica. Além de linda, tinha um sorriso que iluminava todo o rosto dela, dando-lhe uma luz indescritível. E claro que sabia do efeito que ela causava nele também. E por que teria ciúmes se até eu estava atraída por ela? ...imagine ele.

Aliás ciúmes nunca fez parte da minha vida. Nunca me importei em ir investigar se ele me traía ou não. Nunca gastei um segundo pensando no assunto. Acredito que sim... Mas mesmo eu tentando ser fiel, não fui cobrar isso dele. Sempre odiei esse tema de DR, não seria eu a trazer à tona esse assunto.
Certo dia, depois de uma festa que foi esticada para a nossa casa, eu estava mais cansada e fui me deitar mais cedo. Deixei eles dois com mais outro casal na sala e fui dormir.

Acordei no meio da noite. A casa estava no escuro, mas ele não estava na cama. Levantei para saber o que tinha acontecido.

Ao chegar na sala encontrei os dois no sofá. Ele de calça, sem camisa sentado e ela só de calcinha montada no colo dele, enquanto ele sugava um dos seios e acariciava o outro. Ela estava de costas para mim e ele de olhos fechados. Nenhum percebeu a minha presença.  

O que senti ao me deparar com a cena foi um prazer incrível. Fiquei alguns segundos admirando a cena. Os cabelos dele que começavam a ganhar os primeiros brancos, misturados com os cabelos vermelhos dela que caiam sobre os dele. Finalmente pude admirar a tatuagem que ela tinha que lhe tomava toda as costas. Sempre visível em decotes, mas nunca completamente, dado o tamanho. Era uma Vênus nascida das ondas, mas não com a estética corporal da mulher renascentista e sim moderna, cujas curvas se moldavam às curvas dela.

Quando ele tirou a mão que estava na cintura dela e colocou na boca, eu sorri. Sabia o que ele ia fazer... E fiquei curiosa de como seria a reação dela e me escondi mais para o escuro, visto que só o abajur da mesinha estava aceso, meu esconderijo era bem amplo.

Ele umideceu os dedos e enfiou a mão na calcinha dela... Safado! Sabe acariciar um cu como ninguém. Vi que ela retesou as costas, mas não tirou a mão. Também sei o que ela sentiu... Nem todo homem sabe lidar com cu. E muitos conseguem broxar uma pegação nesse ponto ou falando bobagem, ou fazendo interrogatório sobre prática anal...

Mas não meu amado marido. Ele sabe o ponto certo para agradar quem curte e quem não curte anal. Ele sabe por a pressão adequada para estimular a região, mas sem ser invasivo... Até que chega o ponto em que qualquer uma pede para enfiar o dedo. Mesmo quem tem medo de um pau no cu, não vai ter medo de um dedo tão maravilhoso e habilidoso como aquele.

Nessa hora me molhei completamente de tesão e quando ela gemeu de prazer eu não resisti e sai do meu esconderijo. Tão envolvidos que estavam no ato e tão silenciosa que fui que eles só perceberam a minha presença quando já estava bem próxima. Ele me viu antes, se assustou, mas ao ler o meu olhar, que ele conhece tão bem, sorriu e eu sorri de volta.

Ele não parou o que estava fazendo quando eu lambi o pescoço dela em direção à orelha. Eu e ele rimos do susto dela, mas quando eu enchi a minha mão com aquele seio lindo, firme e apertei o mamilo como só outra mulher sabe exatamente como apertar, ela relaxou e se entregou.

Depois de um tempo fiz ela ficar de pé e a beijei enquanto ele assistia a cena se livrando das próprias calças. Deitei na mesa de centro me livrando da camisola, só da camisola já que não tenho costume de dormir de calcinha e enquanto ela me beijava, chupava meus seios e me masturbava, sua bunda ficava bem pra cima, na altura exata para ele enfiar o rosto naquela bunda dura e redonda de quem tem 25 anos e ainda frequenta academia.

Depois que eu e ela gozamos a primeira vez, ele deitou no tapete e enquanto ela ia na bolsa buscar a camisinha eu sentava na cara do meu amado marido. Sabia o quanto ele gosta de beber o sumo do meu tesão.

Ficamos as duas sentadas no meu marido, nos beijando a acariciando os seios uma da outra. Até explodirmos os 3 de prazer.

Depois desse dia repetimos várias noites de prazer com Mara. Até que ela conseguiu uma bolsa para fazer um mestrado na Europa e nós perdemos a nossa parceira.

Hoje em dia sou uma mulher do lar, fico em casa enquanto ele sai para “caçar” e trazer “comida” para casa, que nós dividimos com o maior prazer. E todas vão embora com um sorriso de orelha a orelha.

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