domingo, 19 de abril de 2020

Bodas de Prata

Carmem Lúcia, Dona Carmem Lúcia, esposa do neurocirurgião mais famoso da cidade, socialite, empresária do ramo de moda, mãe de uma futura médica e um futuro engenheiro. Uma mulher de sucesso, um exemplo a ser invejado. Suas fotos nas páginas sociais eram o retrato da felicidade... seriam... se sua vida não fosse uma farsa.

Filha de boa família, casar-se aos 25 anos com um médico de futuro promissor, igualmente bem nascido, depois de já ter seu nome estabelecido no mercado da moda, parecia um conto de fadas. Encontrar o felizes para sempre sonhado por todas as moças da sua geração. E foi... até o nascimento do segundo filho. Mesmo com a ajuda das babás e empregadas, as crianças demandavam atenção e o casamento foi ficando em segundo plano.

Descobriu a primeira traição, não fez escândalo, pois sabia que os homens eram assim mesmo, conversou, chorou, perdoou. Meses depois a segunda... mesma coisa. Depois da terceira e da quarta, fez tudo que estava ao seu alcance para salvar seu casamento, peripécias sexuais aprendidas em vídeos pornô, plásticas de seio e barriga para recuperar o que as gestações tinham modificado, terapia de casal... tudo!

Nada adiantou. Ele continuava a trair... Mas "a mulher sábia edifica o seu lar". Foi assim que aprendeu. Foi assim que fora educada. Entre ser feliz e manter uma família estruturada, a família deve vir antes.

Agora estava ali... na frente do espelho... se achando até atraente no seu vestido de luxo de com detalhes de paetê prata. Pronta para celebrar o seus 25 anos de casada. Um casamento feliz para quem via de fora, mas no qual não havia mais nenhum contato sexual, ou de carinho há mais de 6 anos... as aparências precisavam ser mantidas.

E foi nessa recepção que ela olhou melhor para Júlio, 28 anos, amigo da sua filha. Um rapaz que já tinha ido em casa algumas vezes e que nunca havia despertado qualquer interesse especial. Era só mais um dos jovens que entravam e saíam de casa nos últimos 15 anos. Mas no momento de dar os parabéns, o jovem não pôs a mão nas suas costas, cintura ou ombro como todo mundo fazia na hora de dar os dois beijinhos.

Júlio foi subindo os dedos num leve carinho na parte interna do seu braço, do cotovelo subindo em direção a axila, tocando levemente, casualmente no lado do seu seio, justo no ponto em que não havia bordado e que o tecido era mais fino, ao mesmo tempo o perfume dele invadia os sentidos e a barba por fazer arranhava de leve seu rosto.

Carmem não notou, mas prendeu a respiração para guardar em si aquela sensação que achava que estava perdida para sempre. E tirando esses poucos segundos de excepcionalidade a festa seguiu conforme o figurino.

Exceto que naquela noite Carmem teve um sonho erótico tórrido com o rapaz e acordou cheia de culpa e de desejo... Seu corpo pedia prazer, tinha fome de tato, sua região íntima molhava, inchava e latejava... Levou a mão até lá... mas ficou receosa. Embora as mocinhas de hoje falassem abertamente sobre práticas masturbatórias, sem constrangimento mesmo na frente da mãe da amiga, Carmem não se via fazendo aquilo. Levantou-se tomou um banho frio e foi correr.

Conseguiu se distrair, esquecer o rapaz, ignorar os desejos do seu corpo, focar nas atividades do dia a dia... Até que chegou o sábado a noite. Os filhos estavam na balada, o marido tinha viajado para um congresso, ela até teria programação, mas preferiu ficar em casa sozinha, curtindo a paz e o silêncio. Colocou uma música clássica, pegou seu livro e estirou-se no sofá, quando foi incomodada pelo interfone. Como todos os empregados estavam de folga, teve que se levantar para atender.

- É o Júlio, dona Carmem. - O coração dela disparou, ao lembrar do sonho. Mas controlou a voz e respondeu:
- Júlio? A Lucinha não está, ela foi para um barzinho com as amigas.
- Eu sei. Eu vim falar com a senhora.
- Comigo?
- Sim. Posso subir?
- ...pode...

O intervalo entre desligar o interfone e o elevador chegar foi um período de uma luta interna de autocontrole, respiração funda, para não demonstrar qualquer alteração no seu comportamento na frente do rapaz.

Ao abrir a porta o perfume dele entrou antes. Ela segurou levemente a respiração e fechou os olhos por um milésimo de segundo mais do que o normal. E ele percebeu. Ao cumprimentá-la deu um beijo apenas no rosto, mas ali na "travinha", no cantinho das duas bocas. Não próximo demais para ser acusado de abusar, mas suficientemente próximo para senti-la tremer. Mas fingiu não notar.

- Entre. Sente-se... em que posso lhe ser útil? - disse afastando-se da porta e indicando o sofá. Ele sentou no de 3 lugares, ela escolheu a poltrona para manter a devida distância.
- Eu gostaria de um conselho. Se você... Você me permite chamá-la de você? É tão jovem e bonita que me parece estranho lhe chamar de senhora...
- Tudo bem. Como achar melhor...
- Então?! Como eu ia dizendo... Gostaria de um conselho de alguém mais experiente... Seguinte... Estou apaixonado por uma mulher mais velha e não sei como agir.

"Ah se fosse eu..." Não pôde deixar de pensar. Mas imediatamente se autocensurou pelo pensamento e respondeu:
- Meu filho... Hoje em dia essa questão de idade já não tem tanto peso. O mundo mudou, as pessoas estão mais tolerantes.
- É... Mas tem uma outra questão. Ela é casada.
- Bom... Aí já complica... - antes dela completar o raciocínio, ele se levantou e veio sentar-se na mesinha de centro, bem em frente a ela.
- Posso lhe fazer uma pergunta mais íntima? - Disse frente a frente, os olhos dele passeando dos olhos para a boca, que de repente ficara seca fazendo-a umedecer os lábios com a língua e engolir seco. - O seu casamento ainda é um casamento de verdade?
- Quê? - ela disse sem saber o que pensar ou o que dizer. Perturbada com a pergunta e a proximidade do corpo dele.
- É que a minha mãe tem um salão de beleza, sabe? E eu ajudo no caixa lá e sempre ouço as conversas das mulheres... - nisso ele pôs a mão na lateral do joelho dela, que estava à mostra devido o comprimento do vestido ter encurtado quando ela sentou - ...e eu sempre ouço queixas sobre serem colocadas de lado, ou traídas...
- Olhe... Veja bem... - ela gaguejava - não acho que... - percebendo o estado de nervos em que ela se encontrava ele viu a oportunidade de avançar na sua verdadeira intenção e ajoelhou-se entre as pernas dela.
- Carmem... É você... É por você que eu estou apaixonado. 

Mais uma vez ela engoliu seco e já tinha a respiração entrecortada pela emoção. Mordeu o lábio em busca do autocontrole que parecia cada vez mais remoto. Levou sua mão ao rosto dele agora muito próximo do dela e disse:
- É muito bom ouvir isso, mas veja bem... - enquanto ela falava, ele passa os dedos na parte de trás dos joelhos. Um arrepio subiu dali até a parte de trás das suas orelhas. Ela não conseguiu terminar a frase perdida na sensação e nos pensamentos do porquê estar tendo reações tão fortes com um toque tão sutil... Seria o tempo sem sexo? Seria Júlio que era especial? Seria essa geração de homens que tem mais delicadeza e conhecimento do corpo feminino?

Percebendo o quanto ela estava perdida, ele subiu as mãos pelas coxas dela, parou na cintura enquanto aproximava o rosto a um dedo do rosto dela e disse;
- Eu quero muito ter você. - pausa para baixar a vista para os lábios dela e voltar para os olhos. - Mas você é que deve decidir. Se você disser para eu ir embora agora, eu... - Ele não completou a frase, interrompido com a boca dela sobre a dele.

Há quanto tempo Carmem não sentia o calor de uma língua úmida, faminta, quente a invadir a sua boca, enquanto o perfume dele invadia suas narinas e as mãos dele exploravam seu corpo com firmeza e avidez? Nesse instante o botão da razão foi desligado. Carmem era só desejo.

Num piscar de olhos estavam sem roupas na cama dela... dela e do marido... um diabinho soprou na sua orelha a semente da vingança que caiu em solo fértil. Carmem parou tudo. Júlio parou também e esperou (vai que ela tinha mudado de ideia... ele teria que respeitar). 

Carmem sentiu uma sensação de poder que nunca tinha experimentado. Estava se reconhecendo um mulher forte, ativa, cheia de vida, enquanto admirava aquele corpo jovem, musculoso, coberto por uma pele firme e bronzeada. E abriu um sorriso de satisfação.

- Quando uma mulher ri assim na hora de foder, já sei que o negócio vai ser bom - ele disse enquanto era empurrado por ela de costas na cama.

Ele se acomodou entre os travesseiros enquanto ela deitava-se sobre ele, beijando a boca com os olhos abertos transbordando tesão. Carmem não era mais uma recatada do lar, não era uma gatinha inexperiente, era uma leoa.

...uma leoa faminta.

Ela lhe beijou a boca, lambeu pescoço, mordiscou a ponta da orelha, era ao mesmo tempo carinhosa e agressiva. Encheu as mãos com os músculos peitorais dele, muito bem trabalhados a ferro de academia. Mordeu peito, lambeu umbigo, até chegar lá naquele belíssimo pau.

Do tamanho certo. Grande o suficiente para encher os olhos e outras partes, mas não tão grande a provocar dor ou desconforto. Um pau que merecia idolatria. Mais uma vez Carmem sorriu de satisfação e safadeza, olhando nos olhos dele para observar as reações dele enquanto com a pontinha da língua dava voltinhas provocativas até abocanhar tudo ao ponto de encostar no fundo da garganta. Quanto prazer encher a boca com aquele pau pulsante, firme e vaidoso... Carmem não chupava para agradar a ele, mas para se agradar enquanto o agradava... Quanto mais ele suspirava, mais molhada ela ficava.

- Para! Para... Se não eu vou gozar. Não passei tanto tempo criando coragem para acabar rápido assim. Agora é a sua vez.

Ah... a juventude... em todos os anos em que houveram relações sexuais com o marido, raríssimas as vezes em que ele fez um oral nela. Era a exceção da exceção e quando ele bem entendia... Normalmente quando ainda tentava se desculpar de alguma traição recente. E nem era aquelas coisas toda... fazia para cumprir tabela, nem dava tempo dela gozar.

Júlio não... o rapaz demonstrava enorme satisfação e habilidade. Depois de umas poucas lambidas exploratória encontrou o clitóris e sabia exatamente como lidar com ele. Alternava lambidas de chupadas na pressão e no ritmo certo. Carmem gemia alto... Estavam sozinhos. Foda-se algum vizinho ia ouvir... 

Gemeu que gozou, mas nem depois da pequena convulsão do corpo dela, ele não parou, em vez disso enfiou dois dedos na sua vagina e numa coordenação motora de um artista da música, coordenou os movimentos no ponto g, enquanto a língua seguia faminta no clitóris. E então o corpo de Carmem explodiu de novo, e novo um pouco mais forte e de novo insanamente mais forte...

- É... ao que parece orgasmos múltiplos não são lenda... - Disse depois que conseguiu recuperar o fôlego o suficiente para conseguir falar em um sorriso de orelha a orelha.

Ela se virou e ficou de quatro... Ele a penetrou com força, ela jogou os cabelos sobre as costas e ele entendeu que era para serem puxados e assim o fez enrolando na mão e puxando enquanto deslizava para dentro e para fora da boceta dela super encharcada de gozo.

Terminaram os dois exaustos e satisfeitos.

Júlio foi embora algumas horas depois de um sono breve, uma pizza, um bom bate-papo e uma despedida.

Quando o marido chegou de viagem, Carmem pediu o divórcio, mas ele se recusou, não queria dividir o patrimônio. Então ela contou o que aconteceu e mesmo assim ele não cedeu. 

- Pois seja corno manso. Um divórcio é coisa normal, mas um escândalo não. Mantenhamos as aparências, mas eu manterei o meu amante.

E assim ficou... Todas as vezes que saía para encontrar com Júlio, Carmem ligava para o marido. 

- Não me espere acordado, vou ali foder, só volto amanhã.

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