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terça-feira, 21 de abril de 2020

Pobre Rapaz

Eduardo ainda não estava acreditando que aquele mulherão havia dado bola para ele. Gostosa toda, casa dos quarenta anos, mas com tudo em cima. Areia demais para seu caminhãozinho de vinte cinco anos.

Ele havia saído com os amigos sem a menor pretensão de nada, só para tomar umas cervejas e rir das bobeiras características da idade. No entanto chegando lá, havia na mesa do lado um casal e a mulher chamava atenção pelo decote fabuloso. Como pode um cara ter um decote daquele à disposição e ficar mais interessado no próprio celular do que naqueles seios prestes a pular para fora da blusa?

Ela tinha uma expressão de tédio imensa e enquanto olhava o em torno acabou cruzando o olhar com o de Eduardo. Percebendo sua cara de bobo a apreciar seu decote, sorriu de uma forma tão erótica que o rapaz não sabia que era possível que um sorriso pudesse despertar desejos sexuais.

O homem que a acompanhava fez o pedido, e ambos comeram em silêncio. Felizmente o homem estava de costas para Eduardo e tão concentrado em seu celular não percebia os olhares que ela direcionava ao rapaz que já nem prestava mais atenção de que os amigos tanto riam.

Ela realmente sabia como provocar um homem... até deixar cair um pouco do molho no colo desnudo, só para poder olhar para o rapaz, sorrir, limpar o seio de forma provocante, mas absolutamente discreta, levar o dedo à boca e lambê-lo obviamente pensando em outra coisa. Eduardo estava nervoso, ao mesmo tempo em que excitava aquele jogo de sedução, apavorava a possibilidade do homem que a acompanhava perceber algo e haver uma cena.

Em determinado momento o homem levanta:
Querida, vi aqui que preciso ir à delegacia urgente. Pague a conta com meu cartão e pode ficar com o carro. A viatura está vindo agora me buscar. Não me espere por que o negócio parece sério e não tenho ideia de que horas vou chegar - E entregou as chaves, o cartão de crédito, deu um beijo na testa e saiu apressado.

Eduardo paralisou. E agora? Teria ele coragem de se aproximar? O homem era polícia... valia o risco? Ela continuava a encará-lo descaradamente. Tão óbvio que os amigos de Eduardo perceberam e começaram a botar pilha, a desafiá-lo a chegar junto. Mas o rapaz bebia procurando encontrar a coragem no fundo do copo.

Ela pediu a conta e disse para o garçon trazer uma garrafa de vinho fechada, pois era para viagem. Pagou, levantou e ao passar pela mesa dos jovens, curvou-se provocante e sussurrou no ouvido do rapaz:
Que tal vir comigo tomar essa garrafa de vinho na minha casa?

Eduardo congelou por alguns segundos absolutamente invadido pelo perfume dela, hipnotizado pelo par de seios na altura dos seus olhos, o hálito quente dela no seu ouvido...
Foda-se o polícia! Ele disse que não ia chegar tão cedo... Uma oportunidade dessas é de uma em um milhão.

No caminho para a casa dela, não trocaram uma palavra, um toque... nada! Apenas uma tensão sensual... parecia que o carro cheirava a sexo.

Assim que chegaram ela abriu a porta, entrou e o convidou com um olhar, sem uma palavra. Foi a cozinha, guardou a garrafa de vinho na geladeira. O rapaz ficou perdido... e a deixa do vinho? O que aquela mulher queria? O que ele deveria...

Não precisou completar a pergunta, pois na volta da cozinha ela já começou a tirar as peças de roupa enquanto caminhava para o quarto. Eduardo ainda estava besta como podia ser um cara tão sortudo assim!!! Perdido em sua admiração nem percebeu que ainda não havia se movido, até que ela, já completamente nua, olhou para trás e perguntou: “Você não vem?”

Eduardo nem sabia por onde começar a tirar as próprias roupas. Tamanho nervoso, ansiedade, tesão... tudo misturado, confuso. Deu até medo de decepcionar... e se não fosse capaz de satisfazer à altura?

E como se lesse os pensamentos dele, ela tomou as rédeas de tudo. Ajudou a tirar as últimas peças de roupas e quando ajoelhou para ajudar a passar as calças pelos pés ao levantar a cabeça já abocanhou o seu pênis.

Eduardo lutou para não gozar ali... Tinha que conseguir desfrutar mais daquele corpo fabuloso. Não precisou lutar muito, pois ela parou tudo para buscar uma camisinha na gaveta do criado mudo. E ainda sem dizer nada o vestiu e o conduziu para a cama. Ele imaginou que ela deitaria ao seu lado, mas em vez disso ela o montou e começou a se mover lentamente, como se ela quisesse examinar com a boceta, cada milímetro do seu pau. Depois deitou sobre ele e com um pouco mais de intensidade de força e velocidade ela mostrou a ele um rebolado que ele, na sua limitada experiência, ainda não havia visto. E finalmente ela sentou e cavalgou loucamente até gozar e sussurrar no ouvido e dizer “Pode gozar gostoso na minha boceta, agora.” E depois dessa realmente não havia como segurar.

Tudo intrigava Eduardo, mas o que mais o intrigou foi ao assisti-la gozar, percebeu que ela tinha o olhar fixo para o além... não fechou os olhos como a maioria das mulheres, mas também não olhou muito para ele.

Mas antes que pudesse concluir o pensamento, ou pensar em qualquer outra coisa, ele ouviu o barulho da porta de frente abrindo e a voz do marido dela falando ao telefone. Eduardo apavorou e correu para se vestir. Enquanto ela entrava no chuveiro cantarolando como se fosse uma manhã preguiçosa de domingo.

Essa mulher é louca, pensou. Vou morrer por causa dela!!!

Eduardo sussurrava um monte de perguntas, expressões, interjeições enquanto ela o olhava com um sorriso enigmático, quando o marido entrou no quarto e perguntou:
O que está acontecendo aqui?

Eduardo congelou. Vou morrer!!! Não sabia o que fazer... quando o homem disse:
Sai daqui menino. Minhas contas vou acertar com essa daí.

O rapaz nem pensou e saiu correndo e bateu a porta atrás de si.

Enquanto isso no quarto o homem já chupava loucamente a boceta recém-fodida da sua mulher. SUA mulher, pois sabia que aquela mulher era total e completamente sua.

O olhar perdido que o rapaz percebeu, na verdade não tinha nada de perdido, estava absolutamente direcionado. A verdade é que aquele gozo dela também havia sido dele, mesmo que não fosse o pau dele dentro dela, ele sabia que era nele que ela pensava. Era para ele que ela olhava, através da mini-câmera escondida na cabeceira da cama. Ela sabia que ele assistia tudo a distância e sabia que por mais que sentasse em mil paus, apenas aquele homem atrás da câmera que lhe possuia de verdade da forma mais louca e honesta que as pessoas “normais” jamais entenderiam

Pobre rapaz era apenas uma preliminar exótica do casal, mas pelo menos ele terá uma boa lembrança para punhetas futuras.

domingo, 19 de abril de 2020

Bodas de Prata

Carmem Lúcia, Dona Carmem Lúcia, esposa do neurocirurgião mais famoso da cidade, socialite, empresária do ramo de moda, mãe de uma futura médica e um futuro engenheiro. Uma mulher de sucesso, um exemplo a ser invejado. Suas fotos nas páginas sociais eram o retrato da felicidade... seriam... se sua vida não fosse uma farsa.

Filha de boa família, casar-se aos 25 anos com um médico de futuro promissor, igualmente bem nascido, depois de já ter seu nome estabelecido no mercado da moda, parecia um conto de fadas. Encontrar o felizes para sempre sonhado por todas as moças da sua geração. E foi... até o nascimento do segundo filho. Mesmo com a ajuda das babás e empregadas, as crianças demandavam atenção e o casamento foi ficando em segundo plano.

Descobriu a primeira traição, não fez escândalo, pois sabia que os homens eram assim mesmo, conversou, chorou, perdoou. Meses depois a segunda... mesma coisa. Depois da terceira e da quarta, fez tudo que estava ao seu alcance para salvar seu casamento, peripécias sexuais aprendidas em vídeos pornô, plásticas de seio e barriga para recuperar o que as gestações tinham modificado, terapia de casal... tudo!

Nada adiantou. Ele continuava a trair... Mas "a mulher sábia edifica o seu lar". Foi assim que aprendeu. Foi assim que fora educada. Entre ser feliz e manter uma família estruturada, a família deve vir antes.

Agora estava ali... na frente do espelho... se achando até atraente no seu vestido de luxo de com detalhes de paetê prata. Pronta para celebrar o seus 25 anos de casada. Um casamento feliz para quem via de fora, mas no qual não havia mais nenhum contato sexual, ou de carinho há mais de 6 anos... as aparências precisavam ser mantidas.

E foi nessa recepção que ela olhou melhor para Júlio, 28 anos, amigo da sua filha. Um rapaz que já tinha ido em casa algumas vezes e que nunca havia despertado qualquer interesse especial. Era só mais um dos jovens que entravam e saíam de casa nos últimos 15 anos. Mas no momento de dar os parabéns, o jovem não pôs a mão nas suas costas, cintura ou ombro como todo mundo fazia na hora de dar os dois beijinhos.

Júlio foi subindo os dedos num leve carinho na parte interna do seu braço, do cotovelo subindo em direção a axila, tocando levemente, casualmente no lado do seu seio, justo no ponto em que não havia bordado e que o tecido era mais fino, ao mesmo tempo o perfume dele invadia os sentidos e a barba por fazer arranhava de leve seu rosto.

Carmem não notou, mas prendeu a respiração para guardar em si aquela sensação que achava que estava perdida para sempre. E tirando esses poucos segundos de excepcionalidade a festa seguiu conforme o figurino.

Exceto que naquela noite Carmem teve um sonho erótico tórrido com o rapaz e acordou cheia de culpa e de desejo... Seu corpo pedia prazer, tinha fome de tato, sua região íntima molhava, inchava e latejava... Levou a mão até lá... mas ficou receosa. Embora as mocinhas de hoje falassem abertamente sobre práticas masturbatórias, sem constrangimento mesmo na frente da mãe da amiga, Carmem não se via fazendo aquilo. Levantou-se tomou um banho frio e foi correr.

Conseguiu se distrair, esquecer o rapaz, ignorar os desejos do seu corpo, focar nas atividades do dia a dia... Até que chegou o sábado a noite. Os filhos estavam na balada, o marido tinha viajado para um congresso, ela até teria programação, mas preferiu ficar em casa sozinha, curtindo a paz e o silêncio. Colocou uma música clássica, pegou seu livro e estirou-se no sofá, quando foi incomodada pelo interfone. Como todos os empregados estavam de folga, teve que se levantar para atender.

- É o Júlio, dona Carmem. - O coração dela disparou, ao lembrar do sonho. Mas controlou a voz e respondeu:
- Júlio? A Lucinha não está, ela foi para um barzinho com as amigas.
- Eu sei. Eu vim falar com a senhora.
- Comigo?
- Sim. Posso subir?
- ...pode...

O intervalo entre desligar o interfone e o elevador chegar foi um período de uma luta interna de autocontrole, respiração funda, para não demonstrar qualquer alteração no seu comportamento na frente do rapaz.

Ao abrir a porta o perfume dele entrou antes. Ela segurou levemente a respiração e fechou os olhos por um milésimo de segundo mais do que o normal. E ele percebeu. Ao cumprimentá-la deu um beijo apenas no rosto, mas ali na "travinha", no cantinho das duas bocas. Não próximo demais para ser acusado de abusar, mas suficientemente próximo para senti-la tremer. Mas fingiu não notar.

- Entre. Sente-se... em que posso lhe ser útil? - disse afastando-se da porta e indicando o sofá. Ele sentou no de 3 lugares, ela escolheu a poltrona para manter a devida distância.
- Eu gostaria de um conselho. Se você... Você me permite chamá-la de você? É tão jovem e bonita que me parece estranho lhe chamar de senhora...
- Tudo bem. Como achar melhor...
- Então?! Como eu ia dizendo... Gostaria de um conselho de alguém mais experiente... Seguinte... Estou apaixonado por uma mulher mais velha e não sei como agir.

"Ah se fosse eu..." Não pôde deixar de pensar. Mas imediatamente se autocensurou pelo pensamento e respondeu:
- Meu filho... Hoje em dia essa questão de idade já não tem tanto peso. O mundo mudou, as pessoas estão mais tolerantes.
- É... Mas tem uma outra questão. Ela é casada.
- Bom... Aí já complica... - antes dela completar o raciocínio, ele se levantou e veio sentar-se na mesinha de centro, bem em frente a ela.
- Posso lhe fazer uma pergunta mais íntima? - Disse frente a frente, os olhos dele passeando dos olhos para a boca, que de repente ficara seca fazendo-a umedecer os lábios com a língua e engolir seco. - O seu casamento ainda é um casamento de verdade?
- Quê? - ela disse sem saber o que pensar ou o que dizer. Perturbada com a pergunta e a proximidade do corpo dele.
- É que a minha mãe tem um salão de beleza, sabe? E eu ajudo no caixa lá e sempre ouço as conversas das mulheres... - nisso ele pôs a mão na lateral do joelho dela, que estava à mostra devido o comprimento do vestido ter encurtado quando ela sentou - ...e eu sempre ouço queixas sobre serem colocadas de lado, ou traídas...
- Olhe... Veja bem... - ela gaguejava - não acho que... - percebendo o estado de nervos em que ela se encontrava ele viu a oportunidade de avançar na sua verdadeira intenção e ajoelhou-se entre as pernas dela.
- Carmem... É você... É por você que eu estou apaixonado. 

Mais uma vez ela engoliu seco e já tinha a respiração entrecortada pela emoção. Mordeu o lábio em busca do autocontrole que parecia cada vez mais remoto. Levou sua mão ao rosto dele agora muito próximo do dela e disse:
- É muito bom ouvir isso, mas veja bem... - enquanto ela falava, ele passa os dedos na parte de trás dos joelhos. Um arrepio subiu dali até a parte de trás das suas orelhas. Ela não conseguiu terminar a frase perdida na sensação e nos pensamentos do porquê estar tendo reações tão fortes com um toque tão sutil... Seria o tempo sem sexo? Seria Júlio que era especial? Seria essa geração de homens que tem mais delicadeza e conhecimento do corpo feminino?

Percebendo o quanto ela estava perdida, ele subiu as mãos pelas coxas dela, parou na cintura enquanto aproximava o rosto a um dedo do rosto dela e disse;
- Eu quero muito ter você. - pausa para baixar a vista para os lábios dela e voltar para os olhos. - Mas você é que deve decidir. Se você disser para eu ir embora agora, eu... - Ele não completou a frase, interrompido com a boca dela sobre a dele.

Há quanto tempo Carmem não sentia o calor de uma língua úmida, faminta, quente a invadir a sua boca, enquanto o perfume dele invadia suas narinas e as mãos dele exploravam seu corpo com firmeza e avidez? Nesse instante o botão da razão foi desligado. Carmem era só desejo.

Num piscar de olhos estavam sem roupas na cama dela... dela e do marido... um diabinho soprou na sua orelha a semente da vingança que caiu em solo fértil. Carmem parou tudo. Júlio parou também e esperou (vai que ela tinha mudado de ideia... ele teria que respeitar). 

Carmem sentiu uma sensação de poder que nunca tinha experimentado. Estava se reconhecendo um mulher forte, ativa, cheia de vida, enquanto admirava aquele corpo jovem, musculoso, coberto por uma pele firme e bronzeada. E abriu um sorriso de satisfação.

- Quando uma mulher ri assim na hora de foder, já sei que o negócio vai ser bom - ele disse enquanto era empurrado por ela de costas na cama.

Ele se acomodou entre os travesseiros enquanto ela deitava-se sobre ele, beijando a boca com os olhos abertos transbordando tesão. Carmem não era mais uma recatada do lar, não era uma gatinha inexperiente, era uma leoa.

...uma leoa faminta.

Ela lhe beijou a boca, lambeu pescoço, mordiscou a ponta da orelha, era ao mesmo tempo carinhosa e agressiva. Encheu as mãos com os músculos peitorais dele, muito bem trabalhados a ferro de academia. Mordeu peito, lambeu umbigo, até chegar lá naquele belíssimo pau.

Do tamanho certo. Grande o suficiente para encher os olhos e outras partes, mas não tão grande a provocar dor ou desconforto. Um pau que merecia idolatria. Mais uma vez Carmem sorriu de satisfação e safadeza, olhando nos olhos dele para observar as reações dele enquanto com a pontinha da língua dava voltinhas provocativas até abocanhar tudo ao ponto de encostar no fundo da garganta. Quanto prazer encher a boca com aquele pau pulsante, firme e vaidoso... Carmem não chupava para agradar a ele, mas para se agradar enquanto o agradava... Quanto mais ele suspirava, mais molhada ela ficava.

- Para! Para... Se não eu vou gozar. Não passei tanto tempo criando coragem para acabar rápido assim. Agora é a sua vez.

Ah... a juventude... em todos os anos em que houveram relações sexuais com o marido, raríssimas as vezes em que ele fez um oral nela. Era a exceção da exceção e quando ele bem entendia... Normalmente quando ainda tentava se desculpar de alguma traição recente. E nem era aquelas coisas toda... fazia para cumprir tabela, nem dava tempo dela gozar.

Júlio não... o rapaz demonstrava enorme satisfação e habilidade. Depois de umas poucas lambidas exploratória encontrou o clitóris e sabia exatamente como lidar com ele. Alternava lambidas de chupadas na pressão e no ritmo certo. Carmem gemia alto... Estavam sozinhos. Foda-se algum vizinho ia ouvir... 

Gemeu que gozou, mas nem depois da pequena convulsão do corpo dela, ele não parou, em vez disso enfiou dois dedos na sua vagina e numa coordenação motora de um artista da música, coordenou os movimentos no ponto g, enquanto a língua seguia faminta no clitóris. E então o corpo de Carmem explodiu de novo, e novo um pouco mais forte e de novo insanamente mais forte...

- É... ao que parece orgasmos múltiplos não são lenda... - Disse depois que conseguiu recuperar o fôlego o suficiente para conseguir falar em um sorriso de orelha a orelha.

Ela se virou e ficou de quatro... Ele a penetrou com força, ela jogou os cabelos sobre as costas e ele entendeu que era para serem puxados e assim o fez enrolando na mão e puxando enquanto deslizava para dentro e para fora da boceta dela super encharcada de gozo.

Terminaram os dois exaustos e satisfeitos.

Júlio foi embora algumas horas depois de um sono breve, uma pizza, um bom bate-papo e uma despedida.

Quando o marido chegou de viagem, Carmem pediu o divórcio, mas ele se recusou, não queria dividir o patrimônio. Então ela contou o que aconteceu e mesmo assim ele não cedeu. 

- Pois seja corno manso. Um divórcio é coisa normal, mas um escândalo não. Mantenhamos as aparências, mas eu manterei o meu amante.

E assim ficou... Todas as vezes que saía para encontrar com Júlio, Carmem ligava para o marido. 

- Não me espere acordado, vou ali foder, só volto amanhã.